quarta-feira, 28 de maio de 2014

PInturas de TEPIRES

 Anêmonas

 Guriazinha e Cusco

 Meu Vincent

 Natureza em Traje Íntimo

O Lançador
 
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TEPIRES (Maria Teresinha), Técnica de Finanças e Controle, trabalha no Gabinete do Presidente – Gabpres e nasceu em 11/6/1962. Comentando sua trajetória, a artista observa: “o que mais se destaca na minha carreira é o fato de eu nunca ter me destacado em nada. E minha produção artística arrasta-se nessa mesma andadura”.


Pinturas de J.JESUS






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José de Jesus de Aguiar, Técnico de Finanças e Controle, trabalha no apoio do Gabinete do Presidente - Gabpres. Pratica pintura em tela como hobby, pois, como ele fala,“sempre admirei este tipo de arte e um dia tomei coragem e resolvi pintar de forma autodidata, ou seja, sem professor”. Com o passar do tempo, sentindo a necessidade de ter aulas com professores de pintura para adquirir mais conhecimento técnico, passou a frequentar aulas e workshops com bons profissionais da área. Ele ainda ressalta a frase de um amigo: “O ato de pintar é um bálsamo para o corpo e para alma”.
 

Vídeo de Júlio CAT - Os Servidores do Tribunal de Contas Unido (Parte 2 - Encatracados)


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“OS SERVIDORES DO TRIBUNAL DE CONTAS UNIDO” (2002) – ANO 2002 - Parte 2 (Encatracados)Primeiro filme de Júlio CAT, quando se inicia a saga trágico-cômica dos funcionários de um Tribunal de Contas, dentro dos seus ambientes de trabalho.  Na segunda parte, é apresentada uma cena antológica sobre os problemas vividos pelos servidores quando da implantação da catraca eletrônica no trabalho.
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           Júlio Cat, auditor do TCU (SEMAG), produz vídeos amadores que  abordam,     principalmente e de forma cômica, situações do cotidiano dos servidores do Tribunal

terça-feira, 27 de maio de 2014

O Primo Basílio (parte 9/10) - Peça Teatral de Marcelo ASSIS

Juliana – Sério!? Porque tu falhaste no cumprimento deste dever também! Mas isso não é da minha conta, isto com a Senhora e a sua consciência, isso se a Senhora tiver alguma, porque a julgar pela sua insensibilidade quando me explorava com os engomados, mesmo sabendo que eu estava doente e os banhos, todos os dias a Senhora e o Seu marido tinham que se banhar! Que absurdo! E a negra aqui é que tinha que ficar subindo e descendo para encher e esvaziar as bacias!
Luísa – Mas o que querias tu? Que não lhe desse tarefas?
Juliana – Queria que a Senhora pensasse, que seus luxos e futilidades, tinham um preço! O meu esforço! É claro, que eu tinha que ter tarefas, mas deveria ter tantas? Achas justo que pela ninharia que me pagavas tivesses o direito de consumir toda a minha energia? E tu nem tinhas penas dos meus problemas de saúde, quando te pedia para ir ao médico dizias impaciente: Vá, mas não demora-te, como se dissesse ou se cura de uma vez, ou morre! Alguma vez a Senhora pensou que poderia me poupar a mim e a minha saúde?
Luísa – E tu pensaste nisso quando começou a me explorar? Tu me colocaste para limpar, varrer, engomar, até os despejos tinha que fazer!
Juliana – Mas minha senhora, nada do que te pedi era mais do que tu me mandavas fazer, na verdade, a Senhora não passou a tomar tantos banhos e  nem querer tantos engomados e nem era tão exigente consigo com eles como era comigo! Ai de mim se suas roupas e as do seu marido não estivessem perfeitamente engomadas! Suas queixas só comprovam que estou certa: que o trabalho na sua casa era demasiado. Tive sim prazer em vê-la passar pelo que passei em sua casa! Vendo-a sofrer, sua saúde se esvair pagar como eu pela suas futilidades e pequenos prazeres que não podias abrir mão, porque tinha a escrava aqui para explorar!
Luísa – que tiveste um enorme prazer com o meu sofrimento, eu nunca duvidei! Tu sempre tiveste inveja de mim porque sou bela e tu sempre foste feia e ninguém nunca te quis!
Juliana – E a senhora tão linda, mas tão burra! Só de por os olhos naquele janota do seu primo, vi que as intenções Del eram as piores possíveis....
Luísa – Uma cobra com certeza reconhece outra imediatamente...
Juliana- Pode ser minha Senhora, mas tinha comigo, se ela for uma mulher decente a de pô-lo para correr este pulha e ele nunca mais retornará. Mas ele veio um vez, duas, três e a Senhora a agir como uma adolescente. Tu se achavas tão esperta que conseguia me enganar, mas eu  o tempo todo sabia o que acontecia. Tu és tão burra, que nem suspeitou quando do nada, fingi gostar de ti e até adorar se explorada por ti. Deves ter achado que finalmente descobri qual era o meu lugar! Eu fui deixando a Senhora a vontade sabendo que a minha grande oportunidade estava por vir!
Luísa – Me roubar e me chantagear? Esta foi a grande oportunidade da sua vida! Que patético!
Juliana – É patético, mas quem nasceu embaixo como eu Senhora, não pode se dar ao luxo de ser digno, por isso vivemos para servir pessoas como tu! Para pessoas como eu, é melhor ser chantagista que ser escrava!
Luísa – Se achavas tão ruim a vida como criada, por que não foste fazer outra coisa?
Juliana – Que outra vida poderia ter? talvez me casar com um rico negociante, ou talvez poderia viver junto a Senhora e Seu primo no Paraíso! Pessoas como eu não têm, a Senhora teve escolha e o que escolheu? Jogar tudo o que tinha na lata do lixo e pelo o quê? Por causa daquele seu primo, que não tinha um gesto, ou frase que não fosse falso, pelo jeito dele se vestir, falar e se comportar era óbvio quem é tão afetado e é sincero? Ele nem era um homem! Tanta frescura  nas vestimentas e nos gestos pra mim ao menos fazia dele um afeminado! Tu, porque és como a maioria das pessoas da tua classe, por não conseguir enxergar além das aparências caíste de amor por aquele maricas! Trocou um homem de verdade por aquilo: um monte de frescuras!
Luísa – Chegaste tarde, já me dei conta do meu erro!
Juliana- Mas entendeste, a razão de erraste? Entendeste o quanto eras cega? E o porquê desta cegueira?
Luísa – Isto não é da sua conta! Pare de me infernizar! O que você quer mais de mi? Eu lhe dei minhas roupas, meus pertences, trabalhei por você! Tu me roubaste as minhas cartas, me chantageou! Jorge vivia discutindo comigo por causa porque o seu quarto era quase tão bom quanto o nosso e tu vivias como se tu fosse a patroa e eu a criada. Vivi um verdadeiro inferno por tua causa.
Juliana – Ora, se não querias me servir, bastavas seres honesta com o seu marido. Tu não és mais nobre que a chantagista patética aqui? Foi seu adultério e sua covardia que a transformaram numa serva. O que eu deveria fazer depois de descobrir as suas safadezas? Continuar sendo sua escrava a troco de quase nada, aturando seu ódio e seu desprezo servilmente? Era isso que esperava de mim? Me diga, o que tu farias no meu lugar?
Luísa – Eu seria fiel a minha Senhora! Teria pena dela!
Juliana – Como? Se não foste fiel nem ao seu marido, que era sua obrigação! E por que deveria eu ser fiel a ti? Eu te odiava e tu a mim! Se tu nunca tiveste pena de mim, porque ter pena de ti?Eu não tinha pena nenhuma, eu e minha tia ficamos foi rindo das cartas ridículas principalmente o trecho no qual seu amante dizia: hoje não posso ir, mas espero-te amanhã às duas, mando-te essa rosinha e peço-te que faças o que fizeste à outra, trazê-la no seio porque é tão bom quando vens assim, sentir-te o peitinho perfumado! Ridículo, só uma mulher ridícula como tu para achar isso romântico, deve algum tipo de doença de família!
Luísa – Por que tu não me deixas em paz?
Juliana – Se tivesse dado o meu dinheiro minha Senhora eu teria te deixado em paz!
Luísa – Se tu tivesse ido embora e esperasse que eu lhe desse o dinheiro ao invés de ficar dentro da minha casa me torturando tu terias o teu dinheiro, mas tu não conseguiste esperar três meses calada em silêncio!
Juliana – Eu esperei em silêncio. Até que Vossa Alteza chegou em casa furiosa porque o homem dela não estava esperado por ela no tal paraíso e começou a açoitar a negrinha aqui! Foi o máximo de destrato que eu podia suportar! Depois, minha tia me aconselhou a ficar na sua casa e explorar o medo que tu tinhas de mim e tirar o melhor partido que pudesse disso, foi o que eu fiz e não me arrependo, pelo menos o final da minha vida foi vivido com alguma dignidade! Num quarto de verdade, com roupas de verdade, comendo do bom e do melhor e sem ser escrava de ninguém!
Luísa – Só te faltaste um homem!
Juliana – A Senhora teve dois está pior do que eu! Sem falar que terminou seus dias me servindo! Torceste tanto pela minha morte, deves ter ficado muito feliz com ela, mas não esperava que o destino estivesse planejando o mesmo para ti! Não adiantou!
Luísa – Eu estou morrendo por sua causa.
Juliana – Eu também! Mandar Sebastião vir com um policial me assustar e me obrigar entregar as cartas! Achou que ia ser feliz e tá morrendo feito um cachorro! Eu pelo menos tive uma morte rápida! Quais são seus sentimentos em relação a isto? Eu morri imediatamente, teu homem tá com outra na França e tu sofrendo, sofrendo numa cama! Rasparam até o seu lindo cabelo! Por que será minha Senhora?! Eu pelo menos tive um final melhor que vocês traçavam para mim, me jogar na rua por causa do meu aneurisma e do problema do coração, que morresse num hospital se tivesse sorte, não era problema de vocês! Não podiam mais me explorar, que fosse para inferno! Mas morri rápido e passei meus últimos dias como sonhei. Tu terminaste os seus no inferno e Deus ainda foi cruel contigo, deixou-te acreditar que ia volta ao céu, mas te atitou de volta para o inferno! Quem será que deve ser o pior dos três?
Luísa – Esse sofrimento deve ser a minha chance de ir para o céu! Tu, com certeza, ireis para o inferno!
Juliana – Tu que eras tão boa, mas tão boa, que permitia que baús fossem mais bem tratados em tua casa que suas criadas! Baús que não têm sentimentos e nem saúde! Tu que a tua vida inteira só se preocupastes com futilidades! Tu que traíste o teu marido movida por fantasias de menina, quando já és faz tem uma mulher! Tu que tiveste de abandonar o meu corpo como seu fosse um animal sem me velar! O teu destino é o mesmo que o meu! É por isto que eu estou aqui! Anda! Prepara-te, vim te buscar! A tua hora chegou!
Luísa – Tu vieste me buscar?!
Juliana – O que esperavas! O Arcanjo Gabriel?  Ou a Virgem Maria! Anda, vem!
Luísa – Bem, se esse é o meu destino! Eu não ficar reclamando e resmungando como tu viveste a fazer! Vamos!
Juliana – Não queres saber para onde?
Luísa – Não! Vamos!

Luísa e Juliana saem.

(continua na parte 10/10)

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Marcelo Assis da Silva é Técnico de Finanças e Controle Externo e atua na Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas. Estudou roteiro na Escola de Cinema Darcy Ribeiro no Rio de Janeiro e montou e dirigiu o espetáculo “Swing Tântrico” também no Rio de Janeiro. “O Primo Basílio” é uma adaptação teatral do romance de Eça de Queiroz.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Vídeo de Júlio Cat "Os Servidores do Tribunal de Contas Unido" - Parte 1 - "Homens de Preto"

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“OS SERVIDORES DO TRIBUNAL DE CONTAS UNIDO” (2002) – ANO 2002 - Parte 1: Primeiro filme de Júlio CAT, quando se inicia a saga trágico-cômica dos funcionários de um Tribunal de Contas, dentro dos seus ambientes de trabalho. Nessa primeira parte dois auditores vestidos de preto (”homens de preto”) chegam inesperadamente a uma repartição pública e acham várias irregularidades.
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Júlio Cat, auditor do TCU (SEMAG), produz vídeos amadores que abordam, principalmente e de forma cômica, situações do cotidiano dos servidores do Tribunal

Pinturas de J.JESUS




        
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José de Jesus de Aguiar, Técnico de Finanças e Controle, trabalha no apoio do Gabinete do Presidente - Gabpres. Pratica pintura em tela como hobby, pois, como ele fala, “sempre admirei este tipo de arte e um dia tomei coragem e resolvi pintar de forma autodidata, ou seja, sem professor”. Com o passar do tempo, sentindo a necessidade de ter aulas com professores de pintura para adquirir mais conhecimento técnico, passou a frequentar aulas e workshops com bons profissionais da área. Ele ainda ressalta a frase de um amigo: “O ato de pintar é um bálsamo para o corpo e para alma”.



terça-feira, 20 de maio de 2014

O Primo Basílio (parte 8/10) - Peça Teatral de Marcelo ASSIS

Luísa – Minha querida Luísa. Seria longo explicar-te, como só antes de ontem em Nice, de onde cheguei esta madrugada de Paris, recebi a tua carta que pelos carimbos vejo que percorreu toda a Europa atrás de mim. Como já lá vão dois meses e meio que a escreveste, imagino que te arranjaste com a mulher, e que não precisas do dinheiro. De resto se por acaso o queres, manda o telegrama e o terá aí em dois dias. Vejo pela tua carta que não acreditaste nunca que a minha partida fosse motivada por negócios! És bem injusta. A minha partida não te devia ter tirado, como tu dizes, todas as ilusões sobre o amor porque foi realmente quando saí de Lisboa que percebi quanto te amava, e não há dia, acredita, em que não me lembre do Paraíso... – pausa – Que boas manhãs! Passaste por lá por acaso alguma outra vez? Lembras-te do nosso lanche? Não tenho tempo para mais. Talvez em breve volte a Lisboa. Espero ver-te, porque sem ti Lisboa é para mim um desterro. Meu deus, esperei tanto uma resposta e quando chega, não preciso mais e nem o dinheiro ao menos. Só as mesmas mentiras que já estava farta, penso que meu primo deve sofrer de alguma doença mental que o leva mentir compulsivamente, mesmo quando era óbvio que a única resposta que queria receber era os Malditos seiscentos mil-réis pelos quais a Juliana me atormentava. O que eu recebo é um monte de mentiras! Mas veja esse trecho: A minha partida, não te devia ter tirado, COMO TU DIZES, TODAS AS ILUSÕES DO AMOR! Veja, eu já não amava mais, aliás, tinha tido a confirmação que nunca tinha o meu Primo, sempre foi você que eu amei de verdade!
Jorge – Esse Paraíso que ele tanto fala? Voltastes lá como ele te pergunta?
Luísa – Nunca, e se voltasse lá, só teria mais uma confirmação de que Basílio não significa mais nada para mim, Me perdoa Jorge, seja bom comigo!
Jorge – E quanto a ti? Tu foste boa comigo? O que foi que eu te fiz para que fizesse o que fez comigo? Eu te adorava!
Luísa – Eu sei que errei Jorge, mas estou pagando, pagando com a decepção com Basílio, com os tormentos de Juliana, com a culpa e vergonha que sinto perante ti e tanto sofrimento que este está roubando a minha energia vital, tu não percebes que eu estou morrendo? Que preço maior posso pagar pelos meus erros do que com a minha própria vida? E não lamento por isso! A única coisa que lamento é que o infame que causou toda essa desgraça junto comigo esteja em Paris feliz, provavelmente achando que li sua carta e acreditei em todas as suas mentiras e que ansiosamente espero reencontrá-lo quando retornar a Lisboa, isso me dói mais do que a morte!
Jorge – Luísa, por favor, não fale em morte! Tu não vais morrer!
Luísa – Infelizmente vou! eu sinto a minha vitalidade cada vez mais se extinguindo, como na ampulheta de meu pai com a qual eu gostava de brinca na minha infância, não me resta muito tempo agora, eu só peço que tu me perdoes.
Jorge - Escuta-me! Ouve, pelo amor de Deus! Não estejas assim, fazes por melhorar! Não me deixe s neste mundo, não tenho mais ninguém! Que te pede perdão sou eu! Diz que vais continuar ao meu lado!
Luísa começa a chorar.
Luísa – A se eu pudesse...
Jorge – Mas tu podes!
Luísa – Eu sempre quis uma grande prova de amor, achava que ela deveria chegar até mim como nos livros e agora só às portas da morte, percebo o que é o amor e o que é se sentir amada realmente por um homem.
Voz em off – Jorge, venha preciso falar contigo. Não, não está morta, está naquela sonolência..., já te disse, que ela não ouve, vem!
Jorge – Está bem, eu vou!  - saindo – Eu estou bem..., obrigado!
Luísa – Adeus amor!
Mudança de iluminação.
Luísa sente uma presença funesta se aproximando e começa se abraçar como se quisesse se proteger.
Juliana entra.
Luísa – Só podia ser tu! O que viestes fazer aqui? Terminar de atormentar? Achas que não foi o bastante tudo o que me fizestes?
Juliana – O que lhe fiz eu minha Senhora?
Luísa – Não sejas cínica! Tu sabes tudo o que me fizestes!
Juliana – E tu piorrinha! Sabe tudo o que me fizestes?     
Luísa – Eu criatura? Eu nunca te fiz nada!
Juliana – O seu primeiro ato de vilania foi nunca ter gostado de mim, ou negas? Pensas que não te ouvi dizer ao corno do seu marido: Estou a tomar ódio desta criatura! Não que isso fosse necessário, porque você nunca disfarçou sua antipatia por mim, por isso eu passei a detestá-la mais que qualquer outra Senhora que tive o desprazer, e credite foi um desprazer servir todas elas, mas tu foste a pior!
Luísa – Eu? Realmente, não gostava de ti, mas com justo motivo, tu sempre fostes muito antipática!
Juliana – Antipática? Porque não vivia a sorrir para ti, ou porque não me tornei sua confidente? Porque deveria ser simpática com a Senhora o quarto que disponibilizaste para que eu dormisse, um cubículo, em sua casa era baixo, muito estreito, que no verão era abafado feito um forno! A cama era um leito de ferro com um colchão de palha mole coberto com uma colcha de chita. No jantar tu não me davas vinho e nem sobremesa!
Luísa – E o que tu querias? Eu sei muito bem, querias que te desse a vida de rainha que com suas chantagens conseguiu arrancar de mim!
Juliana – Realmente, minha Senhora, tu és tão boa, que tive que chantageá-la para conseguir algum conforto! Tão boa que só não fui embora de sua casa, por três motivos: a Senhora não tinha filhos, eu achava a rua saudável e por último, porque tinha a estúpida daquela cozinheira nas mãos, podia por causa disso comer decentemente, porque se fosse por sua causa, eu só comia sobras! Se não fosse por isso, eu te diria aonde a Senhora podia enfiar sua casa...
Luísa – Primeiro, eu não tinha culpa do quarto que tu dormias, o tal quarto já servia a este fim antes do meu casamento.
Juliana – Mas, como a sua sogra já havia morrido quando se mudaste para a casa, a senhora poderia mudar essas coisas se quisesse, mas não quis....
Luísa – Não foi por maldade, eu simplesmente nunca parei para pensar nisso, eu tinha mais com o que me ocupar!
Juliana – Com o quê? Qual a nova moda de Paris? Ou o novo sucesso do teatro? O que a Senhora tinha de tão importante para se ocupar que a levaste a negligenciar o bem estar de suas criadas?

Luísa - O meu marido!

(continua na parte 9/10)

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Marcelo Assis da Silva é Técnico de Finanças e Controle Externo e atua na Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas. Estudou roteiro na Escola de Cinema Darcy Ribeiro no Rio de Janeiro e montou e dirigiu o espetáculo “Swing Tântrico” também no Rio de Janeiro. “O Primo Basílio” é uma adaptação teatral do romance de Eça de Queiroz.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Vídeo de Júlio CAT "Estacionamento Provisório" - ´Parte 2

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“ESTACIONAMENTO PROVISÓRIO” – Parte 1 - ano 2007 -Com o início das obras de construção do Anexo III, em 2007, o TCU disponibilizou uma área de brita para abrigar o estacionamento provisório dos funcionários sem função comissionada. Vários esquetes abordam as situações delicadas e cômicas enfrentadas pelos servidores naquele estacionamento, o que ensejou, também, o surgimento de novos serviços pouco convencionais.

Júlio Cat, auditor do TCU (SEMAG), produz vídeos amadores que abordam, principalmente e de forma cômica, situações do cotidiano dos servidores do Tribunal

terça-feira, 13 de maio de 2014

O Primo Basílio (parte 7/10) - Peça Teatral de Marcelo ASSIS

Mudança de iluminação.

Jorge entra.
Jorge – Tu estás tão linda quanto naquele verão no qual eu me apaixonei por ti! Os seus cabelos lindos, o seu jeito de andar, os seus olhos tão meigos.
Luísa – Eu no começo não gostei de ti, porque não gostava de homens barbados – acariciando a barba de Jorge – mas depois vi que era a primeira barba e que era muito fina, rente e muito macia. E mesmos sem amá-lo sentia ao seu lado uma fraqueza, uma dependência e uma vontade de adormecer encostada no seu ombro e de ficar assim muitos anos, confortável, sem receio de nada! Me senti nas nuvens quando tu me disseste: Vamos casar, hem!
Jorge – Foi de supetão Todos disseram que eu casei no ar! Mas eu sabia que era você! O dia do nosso casamento foi o dia mais feliz da minha vida!
Luísa – Um dia de nevoeiro tão denso que nada tinha contorno tudo me parecia como um sonho antigo. No meio de toda aquela névoa, poucas coisas se destacaram, como a cara do padre e de uma senhora horrorosa que ficava rogando praga nas pessoas durante a saída da igreja. Acho que estava morrendo de medo da minha nova vida
Jorge - Mas logo se adaptaste, porque se tornou uma excelente dona de casa, me sentia o mais feliz dos homens ao seu lado.
Luísa – Tu era meu marido, era novo, forte, bonito, alegre e tão bom para mim, que logo passei a te adorar. Passei a nutrir uma curiosidade constante de tua pessoa e das suas coisas! Te comparava aos maridos das outras e me orgulhava de ser sua esposa. Tu sempre me tratavas com as delicadezas de um amante, ajoelhando-se aos meus pés e com tanto dengo. Você passou a ser meu tudo, a minha força, o meu destino, a minha religião, o meu homem! Agradeci a Deus, por não ter me casado com Basílio.
Mudança de iluminação.
Luísa – Ah!
Jorge – O que é?
Luísa – O jornal está informando que meu primo Basílio está vindo a Portugal! Deve chegar por estes dias à Lisboa, vindo de Bordéus, o senhor Basílio de Brito, bem conhecido da nossa sociedade. Sua excelência que, como é sabido, tinha partido para o Brasil, onde se diz reconstruíra a sua fortuna com honrado trabalho, anda viajando pela Europa desde o começo do ano passado. A sua volta à capital é um verdadeiro júbilo para amigos de Sua Excelência que são numerosos. E são!
Jorge – Bom pra ele! E vem com fortuna, hem?
Luísa – Parece!
Jorge – Naquele instante, eu não entendia que a desgraça estava vindo do estrangeiro para se abater sobre a minha vida!
Luísa – Nem eu!
Jorge – Tens certeza!
Luísa – o que queres dizer?
Jorge – Ao leres a notícia, não pensastes nele? No amor que tiveram no passado?
Luísa – Juro que não?
Jorge – Parecia tão animada ao comentar o seu retorno! Será que não era algo que você aguardava silenciosamente dentro de ti?
Luísa – Não havia nenhuma maldade em mim quando li a notícia.
Jorge – Então, porque estavas tão animada com a volta de alguém que havia partido o seu coração no passado?
Luísa – Porque ele não significava mais nada para mim!
Jorge – E por que ficasse tão feliz!
Luísa – Porque ele era o meu primo!
Jorge – Um primo que machucou o teu coração!
Luísa – Mas, eu já o havia perdoado, porque tinha me apaixonado por ti!
Jorge – Mas tu concordastes com a notícia quanto ao fato dele ter muitos amigos! Parecia que o adorava! Pensei que o adoravas como prima, mas ambos sabemos que isso não era verdade!
Luísa – Jorge, tu viestes me atormentar na minha morte!
Jorge- Só quero saber a verdade!
Luísa – A verdade, que a minha história com Basílio era um livro cuja história não tinha terminado! Eu me iludia que havia sido finalizada, mas estava no meio. Havia algo em mim que clamava por esse fim. Eu tinha que ser Basílio! Eu não sabia, mas só assim para nossa história ter seu fim.
Jorge – Quando eu te disse: Vai ficar sem o seu maridinho, hem? Tu ficastes feliz, pensando que talvez teu primo viesse te procurar?
Luísa – Não pensei em nada! Eu te juro! Fiquei inclusive triste com a sua viagem! E como senti a tua ausência! Se não tivesse me sentindo tão só...., eu te imaginava triste e solitário morrendo de saudades de mim, minha única alegria era pensar que tu estavas também pensando em mim, bem como sentindo a minha falta também. Mas quando Basílio veio, parece que me esqueci de tudo! Parece que o meu coração havia voltado no tempo, para uma época na qual eu ainda não te conhecia. Para ele só existia Basílio e seus caprichos tolos e atenções hipócritas pelos quais ele se comovia. Minha mente ainda tentou lutar contra, mas depois vendo que era inútil se entregou ao que exigia o meu coração tirano! Mas lembras quando tu retornastes?
Mudança de iluminação.
Luisa – Quando tu voltastes, meu coração abandonou o passado e voltou para o presente, Basílio só era uma recordação patética que eu fazia questão de esquecer! Só tu me interessavas! Com a tua chegada, a alegria voltou a tomar conta da minha alma, mesmo com Juliana me infernizando e torturando, quando estava a sós contigo em nossa alcova, eu era a mulher mais feliz do mundo. Pensava em Juliana, que por mais que me infernizasse nunca conhecera e nunca iria conhecer o prazer que sentia.
Jorge – Sim, tu de noite eras outra! Passei até a chamar-te de ave noturna. Ficava em êxtase vendo-te dançar, rir e cantarolar com seus braços e colo nus, o prazer que isso me dava era tanto que quando te amava em nossa cama, eu me sentia no paraíso....
Luísa fica desconcertada ao ouvir a palavra paraíso.
Jorge – Mas infelizmente não era comigo que tu se sentias no Paraíso, hem?


Jorge tira do bolso e entrega a Luísa a carta. Luísa pega a carta e começa a ler.

(continua na parte 8/10)

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Marcelo Assis da Silva é Técnico de Finanças e Controle Externo e atua na Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas. Estudou roteiro na Escola de Cinema Darcy Ribeiro no Rio de Janeiro e montou e dirigiu o espetáculo “Swing Tântrico” também no Rio de Janeiro. “O Primo Basílio” é uma adaptação teatral do romance de Eça de Queiroz.

Na Venezuela - Fotos de Márcia SARTORI















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A auditora Marcia Sartori atua na Secretaria das Sessões e suas fotos podem ser vistas no endereço Olhares. Além de fotografar, mantém o blog Em cantos do mundo cujo principal tema são viagens.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Fogueira (ou os livros e sua hora) - Poesia de José OSTERNO


Conta-se uma história em Goiás

(atribuída a um grande Jurista do Direito Agrário),

que se a mulher não implica com os livros do marido,

das duas uma: ou o marido não gosta de livros

ou a mulher não gosta do marido.

Minha mulher
Queimará meus livros,
Quando eu morrer.
E dirá, aliviada e triste:
'Quanto dinheiro jogado fora!'.

Minha filha – a mais velha
Ou a mais nova, não sei -
Intercederá por uma obra
Que lhe é cara: 'Papai,
Gostava tanto deste livro!'.

Minha mulher responderá:
'Ponha uma coisa na sua cabeça,
Seu pai está morto'. Neste tempo,
É verdade, estarei morto. E terá chegado

– também – a hora dos meus livros.

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José Osterno é ex-funcionário do TCU (SECEX-CE) e antigo militante pela Arte, tendo sido co-editor de um jornalzinho de Arte (o Paraler) anos atrás.

Vídeo "Estacionamento Provisório - Parte 1" - de Júlio CAT

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“ESTACIONAMENTO PROVISÓRIO” – Parte 1 - ano 2007 - Com o início das obras de construção do Anexo III, em 2007, o TCU disponibilizou uma área de brita para abrigar o estacionamento provisório dos funcionários sem função comissionada. Vários esquetes abordam as situações delicadas e cômicas enfrentadas pelos servidores naquele estacionamento, o que ensejou, também, o surgimento de novos serviços pouco convencionais.

Júlio Cat, auditor do TCU (SEMAG), produz vídeos amadores que abordam, principalmente e de forma cômica, situações do cotidiano dos servidores do Tribunal


terça-feira, 6 de maio de 2014

O Primo Basílio (parte 6/10) - Peça Teatral de Marcelo ASSIS

Luísa começa a rir.

Luísa – Divino!
Basílio toma outro gole e dá outro beijo nela.
Mudança de iluminação.
Basílio – Até que enfim! Por que não viestes ontem?
Luísa – Ah! Se tu soubesses..., Basílio, eu estou perdida!
Basílio – O que foi?
Luísa – Juliana descobriu tudo sobre nós! E estar em poder de algumas cartas!O que me resta é fugir!l me leva! Tu não me disseste várias vezes que este era o seu maior desejo! Estou pronta!
Basílio- Enlouqueceste? Isso lá é questão de fugir? É uma questão de dinheiro! É ver o quanto ela quer e pagar.
Luísa – Não! Eu não posso ficar! Ela pode vender a carta, mas vai guardar para sempre o segredo, podendo falar a qualquer tempo para Jorge, ou contar a alguém numa indiscrição! E Eu estarei perdida! Basílio, Se Jorge sabe ele me mata!
Basílio – Fugir será um escândalo maior! Pode ser muito bom nos romances, mas irá destruir a sua reputação! Além disso, já lhe disse, é apenas uma questão de dinheiro...
Luísa – Então diga!
Basílio – eu estou dizendo...
Luísa – Não queres!
Basílio – Não!
Luísa – Ah Basílio! Então, vai me abandonar a minha própria sorte!
Basílio – Luísa, me escuta!
Luísa – Foi por te escutares que me encontro nessa situação! Por que me disseste tantas vezes que eu seria feliz se eu quisesse?!
Basílio – E se meter comigo num vagão para Paris em fuga e lá se tornar minha amante é felicidade?
Luísa – Eu saí da minha casa para sempre!
Basílio – Mas vai voltar! – furioso –  é só dá a sua criada dinheiro! É isso o que ela quer!
Luísa  - e onde eu vou arrumar o dinheiro?
Basílio – É claro, que o dinheiro vai ser meu! Não tenho muito, estou meio atrapalhado, mas enfim..., se a criatura quiser duzentos mil-réis, paguemos! Ou até trezentos mil-réis, mas pelo amor de Deus, não faças outra, não estou aqui para pagar as tuas distrações a trezentos mil-réis cada uma!
Luísa – Não vai ser necessário, nem na próxima e nem nesta! Se é uma questão de dinheiro, quem irá pagar sou eu! Como você disse a distração foi minha!
Basílio – Como pretendes fazer?
Luísa – Vou pedir, vou empenhar, vou trabalhar, até me prostituir! O que te importa?
Basílio – Estamos apenas nos irritando e dizendo tolices! Tu não tens dinheiro!
Luísa – Se queres mesmo me fazer um favor, fala tu a ela e arranja tudo. Eu não quero tornar a vê-la. Se a vejo, morro! Eu te juro!
Basílio – Estás doida? ! Se eu for falar com ela, ela vai querer muito mais! Isso é contigo. Eu te dou o dinheiro, mas tu terás que se arranjar sozinha!
Luísa – Nem isso me fazes!
Basílio –  Com diabos, não!
Luísa – Adeus!
Basílio – Tu estás fora de si, Luísa!
Luísa – Não se preocupe, a culpa foi minha! Eu é que tenho que arrumar tudo!
Basílio – Luísa! O que queres tu fazer? Não podemos romper assim! Escuta...
Luísa – Então fuja comigo! Salva-me!
Basílio – Caramba! Se estou te dizendo que não é possível!
Mudança de iluminação.
Basílio – Minha querida! Vou ter que partir de Lisboa, negócios! Por pouco tempo, três semanas, no máximo um mês! Se fossem só os meus interesses, mas há os interesses de outros...,  - retira um papel do bolso e mostra para Luísa - aqui está o telegrama que recebi esta manhã – entrega a Luísa – Lê, peço-te que leia!
Luísa – Para quê?  - Começa a ler – Venha, graves complicações. Presença absolutamente necessária.  Parta já. Então partes?!
Basílio – É forçoso.
Luísa – Quando?
Basílio – Esta noite.
Luísa – Bem, adeus!
Basílio – Tu é tão cruel,  Luísa! Falastes à mulher?
Luísa – Está tudo arranjado!
Basílio – Não banques a orgulhosa, digas a verdade, porque eu não quero deixá-la em dificuldades. Falastes  com ela?
Luísa – Está tudo arranjado, eu já disse!
Basílio – Em todo caso é possível, é natural que haja outras exigências – abrindo a carteira – seria melhor que eu deixasse um pouco de dinheiro contigo...
Luísa – Adeus!
Luísa começa a sair.
Basílio – Luísa, tu não me compreendeste!
Luísa – Compreendi, Basílio, obrigada. Mas não, não é necessário. Estou nervosa, por favor não prolonguemos mais isto... adeus...
Basílio – Mas sabes que volto dentro de três semanas...
Luísa – Bem, então veremos.
Basílio beija Luísa na boca, que não reage ao beijo.
Basílio – Nem um beijo queres me dar?
Luísa – Adeus!
Basílio – Adeus!
Luísa – Três semanas, no máximo um mês? Essa foi a última vez que te vi! Tínhamos palpitado o mesmo amor e cometido a mesma culpa! Tu partistes alegres, levando as recordações romanescas da aventura e eu fiquei nas amarguras permanentes do erro! É assim que é o mundo!
Basílio – Foste tu que recusastes a minha ajuda!
Luísa – Mas depois me arrependi e te escrevi, e o que ocorreu? Nenhuma resposta! Onde andavas tu? Em Paris retorcendo o bigode e dormindo com outras! E tu dissestes que viveria aos meus pés como um vassalo! Enquanto ela fora a mulher alegre, que vem despe o corpete, mostra o lindo colo, tudo muito bem! Bastou uma dificuldade, chorar, sofrer, ah isso não! És um belo animal que me dás um grande prazer terás tudo o que quiseres! Mas tornas-te  uma criatura dolorida que precisa de consolações, talvez uns poucos de centos de mil-réis  e então boas noites, porque vou-me embora! Como a vida é estúpida! Ainda bem que eu estou a deixando! Mas antes de ir, gostaria de te dizer, que ainda não estou indo sem saber o grande engano que foi o nosso caso. E que agora eu sei quem tu és: um janota arrogante, egoísta, vaidoso, fútil, sem nada nesse seu coração! Também, te digo que ainda coisa boa nesse nosso caso, foi descobrir que nunca te amei, porque tu és uma ilusão e não se ama uma ilusão, porque elas não são reais! As ilusões só servem para uma coisa, para abrir nossos olhos para o que existe de verdadeiro, no meu caso, o amor pelo meu marido! Agora, podes ir para a França viver a sua vida inútil! Agora que sei quem tu és, tu vales menos do que nada para mim! Vai te embora, anda!


Basílio sai.

(continua na parte 7/10)

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Marcelo Assis da Silva é Técnico de Finanças e Controle Externo e atua na Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas. Estudou roteiro na Escola de Cinema Darcy Ribeiro no Rio de Janeiro e montou e dirigiu o espetáculo “Swing Tântrico” também no Rio de Janeiro. “O Primo Basílio” é uma adaptação teatral do romance de Eça de Queiroz.

Na Venezuela - Fotos de Márcia SARTORI















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A auditora Marcia Sartori atua na Secretaria das Sessões e suas fotos podem ser vistas no endereço Olhares. Além de fotografar, mantém o blog Em cantos do mundo cujo principal tema são viagens.



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