terça-feira, 29 de abril de 2014


video
" A importância do médico cubano" é um pequeno vídeo tratando do medo que alguns servidores homens sentem ao consultarem um urologista, em meio à polêmica da importação de médicos cubanos pelo Brasil"

Júlio Cat, auditor do TCU (SEMAG), produz vídeos amadores que abordam, principalmente e de forma cômica, situações do cotidiano dos servidores do Tribunal

Na Venezuela - Fotos de Márcia SARTORI















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A auditora Marcia Sartori atua na Secretaria das Sessões e suas fotos podem ser vistas no endereço Olhares. Além de fotografar, mantém o blog Em cantos do mundo cujo principal tema são viagens.

Lubricidade - Poesia de Jerson BRITO

Desatinado, da loucura envergo o manto
Homem sedento, tua roupa arranco, edace
Vejo um sorriso rutilante em tua face
A celebrar nossa paixão plena de encanto

Na perdição está imerso esse romance
Nele é servido um saboroso e nobre prato
Que degustamos desprovidos de recato
Em nossos olhos o convite: "amor, avance!"

Nos lábios grassa singular lubricidade
Quanto furor, quanta querença, intensidade...
Do paraíso escancaramos os portais

Há lassidão onde o prazer é soberano
Onde o desejo se apresenta ardente, insano
Inebriados, do licor queremos mais

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Jerson Lima de Brito, 40 anos, é natural de Porto Velho/RO. Graduado em Administração e Direito, desde 1996 exerce o cargo de Técnico Federal de Controle Externo na SECEX-RO, tendo participado de algumas Mostras de Talentos do TCU. Neto de nordestinos, na infância teve os primeiros contatos com os versos, lendo os folhetos de cordel que seu pai comprava. Já na fase adulta, depois dos 30 anos, deu os primeiros passos na literatura escrevendo sobretudo cordéis. Posteriormente, aderiu aos sonetos e outras modalidades poéticas. Atualmente, mantém um acervo virtual com dezenas de obras no Recanto das Letras.

Tchékhov - Poesia de José Osterno

Há mais poesia nos contos

de Tchékhov que, por certo,

em muito verso. Há muita poesia

em Tchékhov. Na verdade,

há poesia, sem verso,

no "Amor", na "Brincadeira",

no "Criminoso Intencional".

A certa altura do conto "Saudade",

Tchékhov, sublime, arremata:

"Se o peito de Iona rebentasse

e aquela saudade se derramasse,

inundaria o mundo".

"Quanta poesia, Mano!",

diria Antônio Girão Barroso.
 

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José Osterno é ex-funcionário do TCU (SECEX-CE) e antigo militante pela Arte, tendo sido co-editor de um jornalzinho de Arte (o Paraler) anos atrás.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

O Primo Basílio (parte 5/10) - Peça Teatral de Marcelo ASSIS

Luísa volta para perto de Basílio.

Basílio - No que estava pensando?
Luísa – Nada...
Basílio se ajoelha e beija a mão de Luísa que começa a chorar.
Basílio – O que foi? O que tu tens?
Basílio se levanta e começa a beijar Luísa.
Basílio – Queres que fujamos? Foge comigo! Vamos para o fim do mundo!
Luísa – Não diga tolices! Eu quero ir pra casa estou com enxaqueca!
Mudança de iluminação.
Luísa – Tu partes!
Basílio – Não! Imaginei que não me receberias a esta e usei este pretexto.
Basílio a abraça e a beija.
Basílio – Eu te Adoro, Luísa! Meu amor! Minha vida! – Ainda abraçado, dando-lhe vários beijos em todo rosto dela.
Luísa – Que susto tive!
Basílio – Verdade!
Silêncio
Basílio – No que estás pensando?
Luísa – Nada...
Basílio – Vou procurar uma casinha para que possamos estar mais á vontade....
Mudança de iluminação.
Basílio se afasta de Luísa e voltado para a plateia declama.
Basílio – Não posso ficar nem mais um segundo sem lhe dizer que lhe adoro! Mal durmo! Ergo-me de manhã muito cedo para lhe jurar que estou louco por ti e que ponho a minha vida aos seus pés! Que outros desejem a fortuna, a glória, as honras, eu desejo apenas a ti! Só a ti, minha pomba! Se amanhã perdesse o teu amor, juro-te que punha um termo, com uma boa bala, a esta existência inútil!
Basílio sai.
Luísa – Eu suspirei, beijei o papel da sua carta devotamente, porque era a primeira vez que me escreviam essas sentimentalidades. O meu orgulho dilatou-se pelo calor amoroso que saía delas. Como um corpo ressequido que se estira num banho tépido, sentia um acréscimo de estima por mim mesma! Parecia que eu entrava enfim numa existência superiormente interessante, onde cada hora tinha o seu encanto diferente, cada passo conduzia a um êxtase e a minha alma se cobria de um luxo radioso de sensações! Tenho um amante! E  o que me espanta é o fato de me sentir tão tranquila a este respeito! Afinal não é minha culpa! Não abri meus braços para Basílio voluntariamente! Tudo foi uma sucessão de fatalidades: o calor, o crepúsculo, uma pontinha de vinho! Pelo menos não estou traindo meu marido pelo vício, mas sim movida pela paixão! Quantas mulheres viviam num amor ilegítimo e eram ilustres e até admiradas! Rainhas mesmo tinham amantes! E Basílio me ama tanto! Será tão fiel e discreto! As suas palavras são tão cativantes, os seus beijos tão estonteadores! – pausa - Que idiota! E toda feliz fui encontrá-lo no nosso ninho de amor que ele batizou de Paraíso
Mudança de iluminação.
Basílio entra.
Eles se beijam ardorosamente e fazem amor.
Mudança de iluminação.
Luísa – Lentamente, ao ver a minha docilidade, tu, sem nem ao menos, se constranger, me usou como se me pagasse!
Basílio – Não digas bogagens.
Luísa – Me submeti na cama as coisas que considerava degradantes só para agradá-lo! E tu como me retribuías? Às vezes nem ia ao Paraíso, sem nem ao menos se dar ao trabalho me avisar! E falava comigo quase sempre com um ar de superioridade! Às vezes me tratava com uma secura áspera, com certos tons de indiferença! Não sei por que me dar ao trabalho de vir!
Basílio – Se queres não venhas!
Luísa – Obrigada!
Basílio – Tu és muito ingrata! E eu que estou em Lisboa só por sua causa!
Luísa – É o que dizes! Mas o que vejo é um total desprendimento seco por mim, pela minha reputação e pela minha saúde! Todos na minha rua falam de mim, a poeira que tenho que enfrentar para chegar até aqui acaba com a minha saúde, o que ti importa? E para que passo por tudo isso? È óbvio que a cada dia tu me amas menos! Já não existe mais aqueles arrebatamentos de desejos que me envolviam numa carícia palpitante, nem aquela abundância de sensação que te fazia cair de joelhos com as mãos trêmulas com as de um velho! Agora! Tocado o último beijo, tu acendes o seu charuto e depois começas a se pentear diante do espelho! Às vezes, tu olhas o relógio com se eu estivesse te entediando!
Basílio – Estás loucas!
Luísa – Estava antes, porque agora recuperei a razão!  Tu não me respeitas, me trata por cima do ombro, sempre falando do espírito de madame tal, nos modos de condessa de tal, como se eu fosse estúpida! Parecendo que fazia uma grande honra em me possuir! Jorge não, para ele eu sou a mais linda, a mais elegante, a mais inteligente e a mais cativante! Foi por isso que Sacrifiquei minha felicidade? por um amor tão incerto? Percebo que tu se aborreces, que o seu grande amor tinha passado, que por isso é muito humilhante para mim continuar nessas condições, por isso, acredito que é mais digno acabarmos...
Basílio começa a rir.
Basílio – Trazias isso decorado?
Luísa – O cada instante o meu desprezo por ti só aumenta!
Basílio –Estás louca?
Luísa – Estou farta, Basílio!
Basílio – Mas meu amor!
Luísa – São ridículos esses teus fingimentos!
Basílio – O que queres tu? Queres que te ame como nos teatros? Queres que me atire de joelhos, que declame, que revire os olhos, que faça juras e outras tolices?
Luísa – Tolices que tu fazias..., adeus!
Basílio – Vais mesmo?
Luísa – Vou. É melhor acabarmos por uma vez...
Basílio – Tu falas sério?
Luísa – Decerto. Estou farta!
Basílio – Então é para sempre e nunca mais?
Luísa começa a chorar.
Basílio cai aos seus pés.
Basílio – Se me deixares, morro!
Basílio se levanta e beija Luísa.
Basílio – Não me deixes nunca!
Luísa – Te juro! Nunca, meu amor!
Basílio – Vou pegar champagne!
Basílio sai e retorna com uma garrafa de champagne.
Luísa – Tu esqueceste os copos.
Basílio – Não esqueci não! Essa não é a maneira certa se tomar champagne.
Luísa – como é então?
Basílio – Ninguém, que se preza toma champagne num copo, isto é bom para a escória.


Basílio toma um gole da garrafa e dá um longo beijo em Luísa.

(continua na parte 6/10)

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Marcelo Assis da Silva é Técnico de Finanças e Controle Externo e atua na Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas. Estudou roteiro na Escola de Cinema Darcy Ribeiro no Rio de Janeiro e montou e dirigiu o espetáculo “Swing Tântrico” também no Rio de Janeiro. “O Primo Basílio” é uma adaptação teatral do romance de Eça de Queiroz.

Astros - Fotos de Daniel RODRIGUES

Nebulosa de Orion
 Nebulosa de Orion
Via Láctea




                                                            Via Láctea



Na Venezuela - Fotos de Márcia SARTORI















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A auditora Marcia Sartori atua na Secretaria das Sessões e suas fotos podem ser vistas no endereço Olhares. Além de fotografar, mantém o blog Em cantos do mundo cujo principal tema são viagens.

Manjares - Poesia de Jerson BRITO

Do dúlcido licor me sirvo e vejo
Real minha quimera em vivas cores
Teus lábios divinais, abrasadores
Despertam-me este lúbrico desejo

A luz do teu sorriso benfazejo
A pele arrepiada, teus olores
De ardor intenso tão reveladores
Das minhas mãos dissipam todo pejo

Degusto nobilíssimos manjares
No corpo em que passeio... Oh, regozijo!
Querida, irei por onde me levares

Na justa exaltação que a ti dirijo
Confesso as sensações particulares
Que neste peito têm esconderijo

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Jerson Lima de Brito, 40 anos, é natural de Porto Velho/RO. Graduado em Administração e Direito, desde 1996 exerce o cargo de Técnico Federal de Controle Externo na SECEX-RO, tendo participado de algumas Mostras de Talentos do TCU. Neto de nordestinos, na infância teve os primeiros contatos com os versos, lendo os folhetos de cordel que seu pai comprava. Já na fase adulta, depois dos 30 anos, deu os primeiros passos na literatura escrevendo sobretudo cordéis. Posteriormente, aderiu aos sonetos e outras modalidades poéticas. Atualmente, mantém um acervo virtual com dezenas de obras no Recanto das Letras.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Astros - Fotos de Daniel RODRIGUES

Fixa Estelar







 Lua em quarto crescente
Meteorito na Ursa Maior

Poesia de Jerson BRITO

INQUIETUDE

Não vendo o teu sorriso angelical, dorido
No cheiro do lençol procuro um acalento
Sozinho amanhecer tem sido meu tormento
Do encanto nosso quarto há muito está despido

Deixaste este cenário outrora tão bonito
Aos poucos sem vigor, vejo-o desvanecendo
Sem forças pra seguir ante o amargor tremendo
Suplico teu regresso em lamentoso grito

Tu sabes que inda é forte a chama desse afeto
Que enlaça o coração ardendo, resistindo
Sem ti sou infeliz, um homem desinquieto

Ah, como quero estar nos beijos teus haurindo
O vinho que possuis, o meu sabor dileto
Por isso venho aqui... Voltes, meu anjo lindo!

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Jerson Lima de Brito, 40 anos, é natural de Porto Velho/RO. Graduado em Administração e Direito, desde 1996 exerce o cargo de Técnico Federal de Controle Externo na SECEX-RO, tendo participado de algumas Mostras de Talentos do TCU. Neto de nordestinos, na infância teve os primeiros contatos com os versos, lendo os folhetos de cordel que seu pai comprava. Já na fase adulta, depois dos 30 anos, deu os primeiros passos na literatura escrevendo sobretudo cordéis. Posteriormente, aderiu aos sonetos e outras modalidades poéticas. Atualmente, mantém um acervo virtual com dezenas de obras no Recanto das Letras.

Transpantaneira infravermelha - fotos de Márcio HUDSON (3/3)




















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Márcio Hudson é auditor do TCU e trabalhou na Secex/RJ, Secex/MT, Espaço Cultural Marcantonio Vilaça, Secretaria de Comunicação Social do TCU e agora coordena gravações de vídeo-aulas no Instituto Serzedello Corrêa, voltadas para o ensino a distância.

Veja mais fotos infra vermelhas e também a sua coleção de câmaras e projetores de cinema amador (8mm, super-8, single-8, 9.5mm, 16mm) fabricados de 1923 a 1979, no seu Portal.

O Primo Basílio (parte 4/10) - Peça Teatral de Marcelo ASSIS

Luísa se solta.
Basílio - Perdoa-me! Foi sem pensar. Mas é porque te adoro, Luísa!  Desde o primeiro dia que voltei a ver-te que eu estou doido por ti, como era em Sintra! Na verdade, nunca deixei te de ser louco por você! Mas não tinha fortuna, tu bem o sabes e queria que fosse rica e feliz! Tu morrerias no Brasil, por isso não poderia levar-te comigo, tu imaginas o que era aquilo?
Luísa – Às vezes me imagina entre coqueiros, embalada numa rede, cercada de negrinhos, vendo papagaios a voar!
Basílio – É muito pior do que isto! Tu não sabes o horror que é viver naquela terra! Foi por isso que escrevi aquela carta! Mas se tu soubestes o quanto eu sofri! As lágrimas que chorei! Fala, responde!
Luísa – O que queres que eu te diga? – murmurando. – Falemos de outras coisas!
Basílio – Luísa!
Luísa – Não Basílio, não!
Basílio a beija, Luísa se solta.
Luísa – Oh meu Deus! É horrível! Deixa-me! Deixa-me! Que fazes tu ainda aqui? Vá embora!
Basílio sai.
Luísa – E eu como uma tonta achei que tu ainda me amavas e que inclusive a melancolia da separação era a causa dos seus primeiros fios de cabelo branco.
Mudança de iluminação.
Basílio entra.
Basílio – Por que tu achas que vim a Lisboa?
Luísa – Por causa dos teus negócios?
Basílio – Por causa de ti?
Luísa – Por mim?
Basílio – Por quem mais? E nem sei se tu tens um bocadinho de amor por mim – mostrando o comprimento da unha - tens?
 Luísa – Assim talvez..., mas Basílio, a rua que eu moro é muito pequena e com uma casa quase amontoada sobre a outra, e o Sebastião, que é o melhor amigo do meu marido já veio me informar, que já andam comentando a nosso respeito..., o meu marido viaja e logo a seguir um homem que eles nunca viram começa a frequentar a casa...
Basílio – Entendo..., aliás, só de olhar se percebe que é uma gentalha horrorosa que vive nesta rua! Não sei como tu aguentas!  Mas sei como resolver esse problema e só tu apenas atenderes ao meu pedido?
Luísa - Que pedido?
Basílio – Venhas comigo ao campo!
Luísa – Assim, tu acabas de vez com a minha reputação?
Basílio – Nós não nos encontraremos aqui! Tu irás me encontrar em lugar longe daqui! Eu estarei de esperando dentro de uma carruagem!
Luísa – Eu não sei...
Basílio – Do que tens medo? É apenas um passeio de irmãos!
Luísa – Nós não somos irmãos!
Basílio – Foi só se casares com um burguês, que se tornares uma beata! Vou embora então!
Luísa impede Basílio.
Luísa – Talvez eu possa...
Basílio – Diz que sim!
Luísa – Amanhã falaremos a esse respeito!
Basílio – Perfeito – Basílio começa a sair – Sabes que estou pensando em partir?
Luísa – Por quê?
Basílio – Que diabo faço aqui?
Luísa – Está tão quente e seco em Lisboa nesse verão! Penso que Sintra deva estar linda!
Basílio – Eu acredito que sim! Mas pena que tu não queiras ir ao campo! Podíamos fazer um passeio adorável! Podemos ir a  um quinta de um amigo que está em Londres, podíamos levar gelo e champagne..., vem!
Luísa – Talvez, no domingo.
Mudança de iluminação.
Basílio – Quando estou perto de ti sinto-me tão feliz, tudo me parece tão bom!
Luísa – Se isso fosse verdade...
Basílio – É verdade, tanto –e, que pretende me mudar para Lisboa para viver aos seus pés como um vassalo, já falei até com um procurador, um seco de nariz agudo..., se fosses verdade, o que fazias?:

Luísa – Nem eu sei... – afastando de Basílio – Só sei que adoraria morar numa quinta, longe da estrada, numa casinha fresca com trepadeiras em volta das janelas, parreiras, sobre pilares de pedra, pés de roseiras numa ruazinha amável com árvores entrelaçadas, onde ao escurecer, nós um poucos quebrados das felicidades da sesta iríamos pelos campos, ouvindo calados, sob o céu que se estrela o coaxar triste das rãs.

(continua na parte 5/10)

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Marcelo Assis da Silva é Técnico de Finanças e Controle Externo e atua na Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas. Estudou roteiro na Escola de Cinema Darcy Ribeiro no Rio de Janeiro e montou e dirigiu o espetáculo “Swing Tântrico” também no Rio de Janeiro. “O Primo Basílio” é uma adaptação teatral do romance de Eça de Queiroz.

Na Venezuela - Fotos de Márcia SARTORI













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A auditora Marcia Sartori atua na Secretaria das Sessões e suas fotos podem ser vistas no endereço Olhares. Além de fotografar, mantém o blog Em cantos do mundo cujo principal tema são viagens.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Na Venezuela - Fotos de Márcia SARTORI















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A auditora Marcia Sartori atua na Secretaria das Sessões e suas fotos podem ser vistas no endereço Olhares. Além de fotografar, mantém o blog Em cantos do mundo cujo principal tema são viagens.

O Amor e o vazio - Conto de WAUCILON

O amor e o vazio

Carol estava no balcão da biblioteca de sua faculdade,  devolvendo o livro As Pontes de Madison, quando Pádua chegou para tomá-lo emprestado.

Os dois se entreolharam e de súbito explodiu uma recíproca atração, não foi possível   disfarçar. Sorriram meio sem graça, começaram a conversar frivolidades e terminaram trocando telefones.
 
No outro dia, Pádua ligou pra Corol, convidando-a para tomar um café, no intervalo das aulas, para trocar impressões sobre o livro. Daí em diante, os encontros foram se sucedendo e antes de Pádua chegar ao último capítulo, os dois já estavam namorando e muito apaixonados. 

Quando terminaram a faculdade casaram-se, cheios de planos e sonhos: viajar, construir uma casa, ter filhos.

No entanto, em pouco tempo de convivência, devido a ciúmes mútuos, o casamento começou a ruir, e dia após dia a situação piorava. Antes mesmo de completarem dois anos de casados, Carol e Pádua se separam, enterrando, assim, os planos  que fizeram e os sonhos que sonharam juntos.

Embora o relacionamento já estivesse bastante desgastado, o rompimento foi muito doloroso. Para diminuir o sofrimento, Carol resolveu mudar de ares, foi morar uma temporada em São Paulo. Só retornou à Brasília quatro anos depois. Durante todo esse tempo, não teve notícias de Pádua.

Um dia, Carol estava almoçando na praça de alimentação do Park Shopping, quando de repente vê Pádua na fila de um restaurante. Ficou meio cabisbaixo, pois não queria que ele lhe visse. Continuou comendo, mas olhando, de través, que direção Pádua iria tomar. Ficou aliviada quando ele se sentou distante, meio de costas, de modo que Carol o via sem ser vista.

Ela então fez uma retrospectiva acompanhada de reflexões. Lembrou do dia em que o conheceu no balcão da biblioteca e da incontida atração que ele lhe provocou. Das emocionantes e divertidas travessuras: as fugidas da faculdade para os motéis; as maravilhosas viagens que fizeram; as gargalhadas que deram pelos episódios bizarros que se envolveram, os filmes que assistiram, jogando pipocas um no outro. Recordou das juras e sonhos que não se concretizaram, do amor que deixaram morrer e dos filhos que não tiveram.

E agora está aquele mesmo homem ali, em sua frente, sem fazê-la sentir nada,  absolutamente nada. Nenhum sentimento se move: nem de amor, nem de ressentimento, nem de raiva, nem de rancor, nem de desprezo. O que restou de tudo foi somente uma enorme indiferença. E o mais triste, Carol não deseja mais sentir o que um dia sentiu por Pádua e por mais ninguém. Quer deixar desocupado, para sempre, aquele vazio interior. 

A vontade de permanecer daquele jeito, não ter mais sentimentos, o desejo de nunca mais ter desejo, de viver tudo que viveu sufocou-lhe, provocando uma grande aflição. Quando imaginou que o Pádua pudesse está sentindo, também, toda aquela apatia por ela, foi tomada por uma profunda angústia. E em meio aquele tormento interior, levantou-se e desapareceu andando entre as pessoas.

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Waucilon Carvalho Sousa ingressou no TCU em 1981, atualmente trabalha no ISC.  Alfabetizador, voluntário, de jovens e adultos, desde 1975. Fundador  da escolinha de alfabetização do Tribunal.

Poesia de Jerson BRITO

IMORTAL

Como é féleo o sabor da saudade
Cada sorvo fustiga meu peito
Sem teu cheiro há tristura no leito
Não suporto a feroz frialdade

Vejo estrelas sem cor, claridade
O cenário opulento desfeito
Ressequido o jardim... Foi perfeito
Afligente lembrança me invade

Da luzente expressão me despiste
Pela senda da dor vago triste
Tendo ao lado um abismo medonho

Se tu queres saber vive ainda
A paixão mais intensa e mais linda
Que colore um mirífico sonho


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Jerson Lima de Brito, 40 anos, é natural de Porto Velho/RO. Graduado em Administração e Direito, desde 1996 exerce o cargo de Técnico Federal de Controle Externo na SECEX-RO, tendo participado de algumas Mostras de Talentos do TCU. Neto de nordestinos, na infância teve os primeiros contatos com os versos, lendo os folhetos de cordel que seu pai comprava. Já na fase adulta, depois dos 30 anos, deu os primeiros passos na literatura escrevendo sobretudo cordéis. Posteriormente, aderiu aos sonetos e outras modalidades poéticas. Atualmente, mantém um acervo virtual com dezenas de obras no Recanto das Letras.

Transpantaneira infravermelha - fotos de Márcio HUDSON (2/3)
















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Márcio Hudson é auditor do TCU e trabalhou na Secex/RJ, Secex/MT, Espaço Cultural Marcantonio Vilaça, Secretaria de Comunicação Social do TCU e agora coordena gravações de vídeo-aulas no Instituto Serzedello Corrêa, voltadas para o ensino a distância.

Veja mais fotos infra vermelhas e também a sua coleção de câmaras e projetores de cinema amador (8mm, super-8, single-8, 9.5mm, 16mm) fabricados de 1923 a 1979, no seu Portal.

O Primo Basílio (parte 3/10) - Peça Teatral de Marcelo ASSIS

Mudança de iluminação
Luísa se afasta um pouco de Leopoldina.
Luísa – Amiga eu te adoro! Mas eu não posso mais vê-la nunca mais! A vida me deu uma segunda chance com o Jorge e eu não posso desperdiçá-la
Leopoldina – Eu entendo! Eu também te adoro! E eu quero sejas muito feliz! Adeus
Leopoldina sai.
Luísa – Adeus!  - Olhando-a sair.
Mudança de iluminação.
Basílio entra e beija Luísa.
Basílio – Tenho que agradecer ao meu pai por chamar a ti e a tia Jojó para passar uns dias conosco em Sintra.
Luísa – Eu sempre adorei Sintra, mas agora – Olhando para ele – tenho mais um motivo.
Basílio – E eu nunca gostei de Portugal, nunca tinha encontrado nada que me interessasse nessa terra até agora!
Eles se beijam outra vez.
Mudança de iluminação.
Basílio e Luísa se separam.
Basílio – Tu ainda me amas?
Luísa – Tu sabes que sim!
Basílio – Mesmo a minha família tendo perdido tudo!
Luísa – Para mim isso pouco importa!
Basílio – Pena, eu não poder levá-la para o Brasil! Mas eu vou ser ainda mais rico que o meu pai! Tu vais ver!
Luísa – Se tu dizes, eu acredito! Embora, preferisse que ficasses e se casasses comigo...
Basílio – Mas, eu vou voltar e breve e me casarei contigo! Isso eu te prometo! Tu acreditas?
Luísa – Acredito!
Luísa e Basílio se beijam!
Basílio – Até breve meu amor!
Luísa – Até!
Basílio sai.
Luísa – E não cumpristes a promessa, me enviastes uma carta cretina da Bahia dizendo que o que tinha ocorrido entre nós era uma infantilidade, que estava sendo mais difícil que pensava enriquecer, dizendo que não queria sacrificar seu doce anjo, disse que me aconselhava a ir frente. Depois quando enriquecestes fostes para a Inglaterra. Um dia parei de chorar por ti e resolvi seguir o seu conselho.
Mudança de iluminação.
Basílio entra.
Basílio – Como tu estás mudada! Santo Deus!
Luísa – Velha!
Basílio – Bonita!
Luísa – Mentiroso! E tu, o que andas fazendo!
Basílio – Estive em Constantinopla, na Terra Santa, em Roma e no último em Paris. Mas quero saber de ti.
Luísa – Eu não estive em lugares exóticos como Constantinopla, minha vida é bem mais simples...
Basílio – Mas és feliz, tens um pequerrucho?
Luísa – Não! Não, tenho filhos.
Basílio – E teu marido, demora a voltar?
Luísa – Três ou quatro semanas, eu creio.
Basílio – É quase uma viuvez! Então virei mais vezes para diminuir a sua solidão, a não ser que tu se oponhas..., mas tu ias sair!
Luísa – Não! Estava aborrecida, não tinha nada para fazer. Ia tomar ar!
Basílio – Não te prendas!
Luísa – Que tolice!
Basílio - Era eu antigamente quem te calçava e descalçava as luvas..., lembras-te? Ainda tenho esse privilégio exclusivo, creio eu...
Luísa ri.
Luísa – Decerto que não...
Basílio – Ah! Outros tempos!
Mudança de iluminação.
Luísa – Tu vais embora?
Basílio – Pudera, eu não posso está a sós contigo um momento! Sem os amigos e parentes de seu marido em volta!
Luísa – Por favor não! E para que queres tu estar só comigo? Que tem que venha gente?

Basílio beija Luísa na testa e nos olhos.

(continua na parte 4/10)

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Marcelo Assis da Silva é Técnico de Finanças e Controle Externo e atua na Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas. Estudou roteiro na Escola de Cinema Darcy Ribeiro no Rio de Janeiro e montou e dirigiu o espetáculo “Swing Tântrico” também no Rio de Janeiro. “O Primo Basílio” é uma adaptação teatral do romance de Eça de Queiroz.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Transpantaneira infravermelha - fotos de Márcio HUDSON (1/3)















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Márcio Hudson é auditor do TCU e trabalhou na Secex/RJ, Secex/MT, Espaço Cultural Marcantonio Vilaça, Secretaria de Comunicação Social do TCU e agora coordena gravações de vídeo-aulas no Instituto Serzedello Corrêa, voltadas para o ensino a distância.


Veja mais fotos infra vermelhas e também a sua coleção de câmaras e projetores de cinema amador (8mm, super-8, single-8, 9.5mm, 16mm) fabricados de 1923 a 1979, no seu Portal.

As ACEs CATs contra os ratos do orçamento - parte 2 (final) - Vídeo de Júlio CAT


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“AS ACES CATS CONTRA OS RATOS DO ORÇAMENTO”
-2004-
 Filme de ficção abordando situação vivida em 2004, quando os auditores do Tribunal ainda eram chamados de ACE (Analistas de Controle Externo).
Duas ACEs invadem uma ONG, com força e perspicácia, e constatam várias irregularidades e desvios de dinheiro público.
Pelo excelente trabalho realizado, elas são recebidas pelo Presidente da República.
Direção: Júlio CAT

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Júlio CAT, auditor lotado na Secretaria de Macroavaliação Governamental, produz vídeos amadores que abordam de forma cômica, principalmente, situações do cotidiano dos servidores do Tribunal.

Mulheres que sustentam nosso mundo - Foto de Márcio BRAZ


O Primo Basílio (parte 2/10) - Peça Teatral de Marcelo ASSIS

Mudança de iluminação.
 Leopoldina - O que é? O que tu tens para estares tão perturbada?
Luísa – Um horror, Leopoldina! -Luísa começa a chorar – a Juliana está em poder de umas cartas! Quer seiscentos mil-réis! Estou perdida! Ela tem me martirizado! Sou eu que faz tudo em casa..., até os despejos!
Leopoldina – E tuas joias?
Luísa – Não valem tanto? E o que diria para Jorge!
Leopoldina – O que eu tenho também não vale tanto! Que diz as cartas?
Luísa – Sandices! Uma minha e duas dele!
Leopoldina – Do teu primo?  
Luísa – De quem mais haveria de ser?
Leopoldina – Por que ele não era não lhe dá o dinheiro?
Luísa – Eu escrevi uma carta explicando a situação e lhe pedindo dinheiro o dinheiro, mas não obtive nenhuma resposta!
Leopoldina – Pulha! Eu sei quem pode te dar este dinheiro!
Luísa – Quem?
Leopoldina – Um homem...
Luísa – Que homem?
Leopoldina – O Castro!
Luísa – Que Castro? O banqueiro! Como tu sabes disto?
Leopoldina – Ele disse ao Mendonça! Disse que te daria tudo que pedisses!
Luísa – Que horror!  E tu propões-me semelhante coisa?! Ir com um homem por dinheiro?
Prefiro ir para um convento, ser criada, apanhar a lama das ruas!
Leopoldina – Antes de padeceres neste mar de calamidades, tu já pensastes que ele pode ter dá o dinheiro desinteressadamente...
Luísa – Tu acreditas mesmo nisso?
Leopoldina – Não! O que importa? Ele pode dar-te um conto de réis, talvez dois! Tu estarias salva e feliz!
Luísa – É indecente! É horrível!
Leopoldina – Ah se fosse eu!
Luísa – Que tu farias?
Leopoldina – Não estaria a sofrer feito tu!
Luísa – Mas graças a Deus, eu não sou como tu! Perdoar-me, perdoa-me! Estou doida e não sei o que digo!
Leopoldina – Tu zangas-te! Mas é para o seu bem! É o que a mim me parece ser o melhor! Se eu pudesse te dava o dinheiro..., fazia tudo. Acredita! - Leopoldina indicando o corpo – seiscentos mil-réis! Se eu valesse tanto dinheiro, tinha-o amanhã!
Chorando ambas se abraçam e se consolam.
Mudança de iluminação.
Luísa – Chame o Castro, Leopoldina! Preciso do dinheiro, emprestado, ou dado! Jorge que demitir Juliana e com certeza ela vai se vingar!
Leopoldina – Mas assim de repente Luísa?
Luísa – O Castro vai amanhã para Bordéus! Temos que agir agora!
Leopoldina começa a escrever um bilhete.
Leopoldina – Vê se gostas: Meu caro amigo. Desejo absolutamente falar-lhe. É um negócio grave. Venha logo que possa. Talvez me agradeça. Espero até às três horas, o mais tardar. Com toda a estima, sua amiga Leopoldina.
Luísa – Horrível! Mas está bem..., mas corte o talvez me agradeça, eu acho que fica melhor!
Leopoldina – Essa parte temos que deixar, é a isca para o peixe. Ou tu achas que um homem na posição dele, tendo que viajar amanhã, virá correndo, só porque eu mandei chamá-lo?
Luísa – mas ele pode ficar com ideias erradas...
Leopoldina – Ora bolas, não é isso que queremos?
Luísa – Tá certo! Mas o que eu vou dizer a ele?
Leopoldina – O que tu deves dizer? Que tu precisas de um conto de réis, ou de seiscentos mil-réis e que lhe paga!
Luísa – Como?
Leopoldina – Em afeto!
Luísa – É horrível!
Leopoldina começa a gargalhar.
Luísa – tu dizes que é minha amiga, mas estás a rir, a escarnecer...
Leopoldina – Mas também que pergunta tola! Como tu não sabes como vai pagar?
Leopoldina sai gargalhando.
Mudança de iluminação.
Leopoldina entra.
Leopoldina – O que tu fizestes ao Castro?
Luísa – Deu-me uma coisa e eu acabei pegando o chicote dele e dei-lhe uma boa surra!
Leopoldina – Não acredito! – Leopoldina desata a rir – o Castro coberto de chicotadas! Com aquele tamanho todo levou uma coça de uma mulher do seu tamanho! O Castro veio na casa de uma amiga, levar uma facada de seiscentos mil-réis e acaba sendo expulso a chicotadas!

Luisa também começa rir e as duas se abraçam.

(continua na parte 3/10)

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Marcelo Assis da Silva é Técnico de Finanças e Controle Externo e atua na Secretaria de Controle Externo de Aquisições Logísticas. Estudou roteiro na Escola de Cinema Darcy Ribeiro no Rio de Janeiro e montou e dirigiu o espetáculo “Swing Tântrico” também no Rio de Janeiro. “O Primo Basílio” é uma adaptação teatral do romance de Eça de Queiroz. 


Saudação ao TCU-ARTE - Trova de Jerson BRITO

Uma bela iniciativa
Pra deixar nossa cultura
Sempre em alta, sempre viva
Longe de qualquer clausura
Enalteço os responsáveis
Pelas obras deleitáveis
Na Casa há grandes valores!
Por tão importante espaço
Cumprimento num abraço

Os idealizadores

Jerson Lima de Brito, 40 anos, é natural de Porto Velho/RO. Graduado em Administração e Direito, desde 1996 exerce o cargo de Técnico Federal de Controle Externo na SECEX-RO, tendo participado de algumas Mostras de Talentos do TCU. Neto de nordestinos, na infância teve os primeiros contatos com os versos, lendo os folhetos de cordel que seu pai comprava. Já na fase adulta, depois dos 30 anos, deu os primeiros passos na literatura escrevendo sobretudo cordéis. Posteriormente, aderiu aos sonetos e outras modalidades poéticas. Atualmente, mantém um acervo virtual com dezenas de obras no Recanto das Letras .

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