A serpe hostil que me atravessa a trilha
E seu olhar feroz, faminto lança
Os medos reprimidos logo alcança
Meu peito deles não se desvencilha
Minh'alma amargurada, maltrapilha
Perante a fera indócil não descansa
Tornou-se tempestade a brisa mansa
Enfim, sucumbo à pérfida armadilha
O sangue escorre triste e lentamente
Nas presas afiadas do inimigo
Que cada sonho sorve vorazmente
Procuro resistir e não consigo
Num brado lacrimoso digo: "em frente!
Se for este, consume-se o castigo!"
E seu olhar feroz, faminto lança
Os medos reprimidos logo alcança
Meu peito deles não se desvencilha
Minh'alma amargurada, maltrapilha
Perante a fera indócil não descansa
Tornou-se tempestade a brisa mansa
Enfim, sucumbo à pérfida armadilha
O sangue escorre triste e lentamente
Nas presas afiadas do inimigo
Que cada sonho sorve vorazmente
Procuro resistir e não consigo
Num brado lacrimoso digo: "em frente!
Se for este, consume-se o castigo!"
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Jerson Lima de Brito, 40 anos, é natural de Porto Velho/RO. Graduado em Administração e Direito, desde 1996 exerce o cargo de Técnico Federal de Controle Externo na SECEX-RO, tendo participado de algumas Mostras de Talentos do TCU. Neto de nordestinos, na infância teve os primeiros contatos com os versos, lendo os folhetos de cordel que seu pai comprava. Já na fase adulta, depois dos 30 anos, deu os primeiros passos na literatura escrevendo sobretudo cordéis. Posteriormente, aderiu aos sonetos e outras modalidades poéticas. Atualmente, mantém um acervo virtual com dezenas de obras no Recanto das Letras.
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